De volta esta figura que marcou minha infancia. Se o autor dessa obra (nao sei quem foi, acho que um tal de Giovanni Bragolin) soubesse o impacto que estas obras teriam acho que não os teria pintado. Enfim, lá está ele, em algum lugar da minha memória e acho que lá ficará pelo resto da vida. O complicado é que ninguem da minha familia sabe me dizer onde este quadro se encontrava... apenas eu me lembro desta criança chorando. O problema é que apesar de ter lágrimas nos olhos ele não parece estar chorando. Não sei porque sempre assimilei esta figura ao abandono e ao mesmo tempo não consigo ver tristeza nele! Quanto tempo ainda levarei para entender o significado dele nas minhas sessões de terapia é um mistério tão grande quanto o próprio quadro. * * *
A Coca-Cola fez recentemente dois filmes publicitários com o quadro, que ficaram muito interessantes:
Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
TOP CooL GUY: Daniel Kessler
Daniel Alexander Kessler (Londres, Inglaterra, 25 de setembro de 1974) guitarrista da banda de Nova York, de rock alternativo, Interpol.
Foi através de um desejo de Kessler que o Interpol foi criado. Ele convidou o baixista Carlos Dengler, seu colega de faculdade, para formar uma banda com ele. Kessler conheceu o vocalista Paul Banks durante um curso de verão na França e o convidou para se juntar à banda. Após a saída de Greg Drudy, Kessler convidou seu amigo Sam Fogarino para ser o baterista do Interpol.
Kessler trabalhou na gravadora Domino Records e o conhecimento que adquiriu lá ajudou bastante a banda no seu início. Ele atualmente mora em Tribeca, em Manhattan, Nova Iorque e é o único integrante da banda que não fuma e é vegetariano. Ele é formado pela Universidade de Nova Iorque em Francês.
Falta algum dado nesta ficha para que alguem possa ser chamado de cool? Acho que já está de bom tamanho. E viva o Interpol!!!
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
N x N
A luta entre o sentimento e a razão sempre foi uma discussão acirrada, desde que os primeiros filósofos começaram a pensar a respeito da nossa essência. Comigo não é diferente. O problema que não vejo que a coisa evoluiu muito de lá pra cá e as vezes fico pensando até que ponto o existencialismo dos grandes pensadores contribuiu para que entendêssemos um pouco melhor nossa mente humana?
Bem, esta luta entre os pólos da minha mente é travada a cada minuto e sempre vem a dúvida, é melhor apenas sentir ou devemos racionalizar as situações para chegarmos a uma conclusão? O problema aparece no momento em que acredito que é melhor apenas sentir e viver de forma mais tranqüila, entretanto, não aceito dogmas de maneira nenhuma, então não há outra maneira de entender as situações sem racionalizá-las, pelo menos para mim.
Pelo menos acredito em uma coisa que pode soar apaziguadora, acho sinceramente que quanto mais envelhecemos mais perdemos a nossa característica questionadora, pois tem sido assim comigo. Imagina a catástrofe de viver eternamente com as idéias questionadoras da juventude? Impossível. Mas é uma luta a cada dia tentar substituir a racionalidade pelo sentimento puro. “Eu não gosto disso apenas, pois não me sinto bem assim”. Quisera eu que tudo fosse tão simples assim.
Quarta-feira, 24 de Junho de 2009
LIVE FOREVER
Ouvindo Blue Morning (Counting Crowns) este manhã vindo pro trabalho, resolvi registrar aqui aquele álbuns que conheci na adolescência e me acompanharão pela eternidade. São álbuns que nunca morrerão, seja pela sua qualidade ou pela importância que tiveram na minha vida. O certo é que hoje em dia é difícil achar algo que ficará para sempre na minha discografia, entretanto, existem alguns, mas isto será matéria para outro post. Por enquanto vamos aos antigos mesmo:
Radiohead - Ok Computer Sozinho, no quarto, com a TV fora do ar. Era o que havia de mais modermo em materia de antidepressivo. Isso mesmo, ouvir Ok Computer me fazia bem, muito bem. As vezes ouvia olhando a lua pela janela, era catartico.
Pink Floyd - Division Bell Sentado no carro, no meio da floreta ao lado do meu irmão. Nada como essa cena para me fazer compreender melhor minha alma. Nunca imaginei o quanto revisitaria esta época em minhas sessões de terapia.
Neil Young - Harvest Moon Disco digestivo, literalemente. Serve para aquelas tardes depois de uma feijoada. Serviu para muitas digestões, estomacais e mentais. Serviu para acalmar minha alma varias vezes também.
Dave Matthews Band - Under The Table and Dreaming Enquanto meus amigos ouviam The Doors (sempre detestei) eu ouvia DMB. O que mais poderia ser tão representativo para uma alma juvenil em constante contestação do que o jazz fusion desse disco? Este disco embalou minha D.J.
Oasis - What’s the Story (Morning Glory) Rock'n'roll puro. O melhor disco do Oasis, o melhor disco de rock da minha adolescencia.
Ranto Russo - Equilibrio Distante Como este disco foi importante na formação de varias facetas da minha personalidade, Strani Amore serviu para uma das mais importantes.
Counting Crowns - August and Everyfing After Presente do meu melhor amigo na época. Minha vida nunca mais seria a mesma depois deste disco e desta amizade. Como em varias musicas do disco, esta foi uma relação que terminou mal. Mas nem tudo são lagrimas, Mr. Jones embalou altos sabados a noite no PSC... bons tempos aqueles. Sempre soube as letras de cabo a rabo e provavelmente nunca as esquecerei.
Sheryl Crown - Sheryl Crown Disco para viagens. Nunca entrarei em um onibus novamente sem me lembrar deste disco, do Mando e do nosso discman Sony. Saudades dos sonhos daquela época.
Alanis Morissete - Jagged Little Pill Contestação, gritos, calor, vida! É isso que este disco nos trouxe. Esta senhora está para mim assim como Janis Joplin está para Woodstock. Embalou várias noites alcoolizadas... inesquecível.
Cat Stevens - The Very Best Of Outro presente do meu grande amigo de juventude. Me foi entregue na saida da aula, em cima de uma bicicleta, no dia do meu aniversário. Carinho, cuidado e amor, nada mais pode ser dito para definir o significado deste disco na minha vida.
Legião Urbana - Dois Esse é mais para infancia do que juventude, mas as baladas nele presentes servem de lição para toda uma vida. A Legião foi uma das minhas professoras, a melhor delas, maybe...
Live - Throwing Copper Julia, Julia! Parece nome de filme russo, mas esta fase da minha vida foi quase um. Live teve tantas formções quanto minha personalidade. Este disco fez parte da época "mulheres, festa e rock'n'roll". Inacreditavel, mas foi!
Jethro Tull - Aqualung Conheci Jathro Tull de uma forma inusitada. Saí para dar umas voltas com meu professor de informática e fomos fazer uma visita á uma família de roqueiros. Após algumas horas de conversa, a mãe da dita familia me contou sobre um show em que ela foi na juventude, de uma banda chamada Jethro Tull. Como todo adolescente se impressiana facil, decidí comprar o disco (isso mesmo, na época comprávamos discos). Assim que comecei a auvir aquele disco, alí na loja mesmo, a paixão foi instantanea. JT nos leva a um outro mundo, sujo, vadio, decrepto, mas incrivelmente bonito e criativo, tipo aquelas fotos em que a beleza está escondida, na luz, na técnica e na qualidade da mesma. Pois bem, Aqualung me fez sentir rastejante e não havia nada melhor que isso naquela época.
*
A lista não tem ordem, foi disposta a medida que fui lembrando. contudo, acho que ainda haverá inclusões.
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
COLD SOULS
Poster incrível! Alguém ainda tem dúvida da importancia da criatividade para te deixar louco por algum 'produto'? Na história, Giamatti é um ator que, durante uma crise existencial, decide explorar o inovador método de “extração da alma” para buscar alívio dos encargos diários de sua vida e retomar de vez seu espírito. Travado devido á sua ansiedade, ele encontra uma solução através de um artigo da revista The New Yorker sobre uma companhia de alta tecnologia que promete aliviar o sofrimento das pessoas extraindo, congelando e guardando suas almas. Porém, os problemas começam a acontecer quando ele vira uma vítima do tráfico de almas. A jornada de Giamatti o leva até a Rússia em busca de sua alma que foi roubada por uma ambiciosa atriz de novelas que não tem talento. Que premissa essa heim? O David Lynch deve estar se contorcendo de inveja. Ainda mais com Paul Giamatti!!! Agora é aguardar a estreia por aqui (7/8/2009 nos EUA)... porque duvida de que deve ser incrível quase nenhuma!
Quinta-feira, 18 de Junho de 2009
she's black belt in karate...
Para o Flaming Lips até eu me vestiria de coelho, ou, whatever! Dosen't matter...
Ahhh, o amor! Numa semana em que mais de 200 pessoas estão desparecidas, sem vestigios do vôo em que estavam. Em uma época onde se comemora o dia de um santo que não existiu. Nada mais apropriado do que me deparar com esse video do Damien Rice. Não poderia ter sido mais adequado.
Afinal, qual o sentido de viver, amar, sonhar, se isso tudo pode ser destruido em segundos? Mais de 200 pessoas, mulheres, crianças, que estavam indo a França, umas voltando, outras pela primeira vez, realizando um sonho, talvez? O que é justo? O que não é?
Infelizmente nunca teremos respostas para tais perguntas... fazer o que? AMAR! Sempre... acho que esta é a resposta de todas as perguntas mesmo!
Terça-feira, 26 de Maio de 2009
The Ballad Of Love And Hate (Avett Bros.)
Love writes a letter and sends it to hate. My vacations ending. I'm coming home late. The weather was fine and the ocean was great and I can't wait to see you again.
Hate reads the letter and throws it away. "No one here cares if you go or you stay. I barely even noticed that you were away. I'll see you or I won't, whatever."
Love sings a song as she sails through the sky. The water looks bluer through her pretty eyes. And everyone knows it whenever she flies, and also when she comes down.
Hate keeps his head up and walks through the street. Every stranger and drifter he greets. And shakes hands with every loner he meets with a serious look on his face.
Love arrives safely with suitcase in tow. Carrying with her the good things we know. A reason to live and a reason to grow. To trust. To hope. To care.
Hate sits alone on the hood of his car. Without much regard to the moon or the stars. Lazily killing the last of a jar of the strongest stuff you can drink.
Love takes a taxi, a young man drives. As soon as he sees her, hope fills his eyes. But tears follow after, at the end of the ride, cause he might never see her again.
Hate gets home lucky to still be alive. He screams o'er the sidewalk and into the drive. The clock in the kitchen says 2:55, And the clock in the kitchen is slow.
Love has been waiting, patient and kind. Just wanting a phone call or some kind of sign, That the one that she cares for, who's out of his mind, Will make it back safe to her arms.
Hate stumbles forward and leans in the door. Weary head hung, eyes to the floor. He says "Love, I'm sorry", and she says, "What for? I'm your and that's it, Whatever. I should not have been gone for so long. I'm your's and that's it, forever."
You're mine and that's it, forever.
Domingo, 10 de Maio de 2009
Oasis São Paulo 09/05/09
before:
after:
Show incrível! Fechada a roda dos megashows desse ano. Songbird não sai da cabeça, emocionante! Don´t look back in anger quase fez chorar!!! Arrepiou a nuca. The Masterplain, sem comentários... Depois do show, barrado na portaria do Memorial da América Latina, peguei um taxi, fui parar em Vila Boinha (isso mesmo, boinha!). Surpresa da noite? Pub incrível, scotch para aquecer a alma e o corpo (estava encharcado, choveu sim!), a memória na pulseira, depois dela, live forever in my memory!